O Idoso e o Dízimo
Vale a pena ser idoso, contanto que haja saúde física, mental e espiritual na pessoa que passou dos sessenta anos.
Em meu caso, acho que valeu a pena passar dos sessenta anos, pois, de lá para cá, traduzi mais de oito mil páginas de assuntos bíblicos; escrevi 1.300 artigos e dezesseis livros evangélicos, para honrar e glorificar o Nome do Senhor Jesus Cristo. Ele morreu por mim e me transformou numa filha do Pai Celestial, depois que O conheci e recebi como o meu grande Deus e Salvador eterno. Portanto, tudo que eu fizer para a glória do Seu Nome será tão somente uma gota d’água no oceano de minha obrigação.
Ontem o pastor da PIBT (da qual sou membro) abusou do direito de ser um excelente pregador.
Ele pregou sobre Êxodo 3:1-10 e fez duas adaptações interessantes: a primeira, sobre a necessidade de se fazer a vontade de Deus, pois Ele nos chama em qualquer circunstância; a segunda, como é importante um aposentado (Moisés já estava com 80 anos, mas ainda trabalhando com os rebanhos, quando Deus o chamou) continuar na ativa em favor de Deus e do próximo, etc.
Ele conclamou os membros idosos da Igreja a deixarem de lado as murmurações sobre a sua velhice e se portarem como cristãos verdadeiros, servindo a Deus e ao próximo na medida de sua capacidade física e mental. Disse ainda que Deus não busca os capacitados, mas capacita os escolhidos para fazerem a Sua obra, do mesmo modo como usou Moisés, mesmo com a sua gagueira, permitindo que ele fosse ajudado pelo seu irmão...
Quando eu ia saindo, um irmão (dono de uma corretora), que mal conheço, me chamou, deu-me um abraço e falou: "Irmã Mary, o sermão de hoje foi escrito especialmente para você, pois foi a sua cara que o pastor desenhou no púlpito".
Na mensagem do boletim o pastor esteve ainda mais concordando comigo, pois sua mensagem foi tão boa quanto a do púlpito.
Ele disse, por exemplo:
Que existem vários tipos de dízimo:
O dízimo do medo - quando o crente devolve 10% do que ganhou, com medo que Deus não o abençoe, se ele o sonegar [Esse tipo de coação é muito exercido na cobrança feita pelos pastores malaquianos]
O dízimo da barganha - do tipo prometido a Deus por Jacó (Gênesis 28:22), quando o crente age com Deus como se estivesse fazendo uma aplicação financeira que lhe renda lucro [Este é típico dos crentes que abraçam a “teologia da prosperidade”].
O dízimo da obrigação - Quando a igreja o exige pelo estatuto e o crente se vê na obrigação de obedecer ao mesmo [Um dos meus “filhos” foi excluído de sua igreja por ter sonegado o dízimo e explicado, quando foi abordado pelo pastor, que não iria entregá-lo, apresentando parte da tese defendida em meu livro “O Dízimo do Dízimo”].
O dízimo da graça - Quando o crente dá o que pode e quando pode, sem nenhuma coação, exclusivamente por amor à obra de Deus, em agradecimento pelas bênçãos recebidas, etc.
O que eu peço a Deus, com toda a sinceridade, é que as igrejas evangélicas por aí consigam pastores cultos na Bíblia e no vernáculo; sérios, honestos e esclarecidos como o pastor da nossa PIBT, ao qual dou NOTA MIL neste artigo.
Mary Schultze, 18/06/06