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Retrocesso Gay
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Extraído da revista ULTIMATO
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| No dia 9 de maio, os principais jornais
americanos (The Washington Post, The New York Times e USA Today)
surpreenderam o país com a notícia de que homens e mulheres podem mudar a
sua orientação sexual de homo para hétero. A surpresa maior procede do fato
de que o autor da pesquisa é o Dr. Robert Spitzer, chefe de investigação
biomédica e professor de psiquiatria da Universidade de Columbia, em Nova
York, o mesmo que, 28 anos antes, foi responsável pela remoção da
homossexualidade da lista oficial de desordens mentais do manual da
Associação Psiquiátrica Americana. A notícia logo se espalhou por todo o
mundo. Depois de entrevistar 134 homens e 53 mulheres que haviam se submetido à terapia chamada reparadora, Spitzer verificou que 66% dos homens e 44% das mulheres mudaram sua orientação de homo para heterossexuais. O pesquisador que se diz ateu, foi obrigado a confessar: "Como a maioria dos pesquisadores, pensei que ninguém poderia mudar sua orientação sexual. Agora já penso que isso é falso. Algumas pessoas podem e de fato mudam". A mudança tem sido provocada por causa da combinação da terapia com a oração. Para que ela ocorra é necessário que os homossexuais estejam altamente motivados. Para o público cristão, o estudo do Dr. Robert Spitzer não traz novidade: na corrompida cidade de Corinto, na Grécia, havia cristãos que haviam sido efeminados (homossexuais passivos) e sodomitas (homossexuais ativos), já na metade do primeiro século (1 Co 6.9-11). Para os leitores da revista Ultimato, essa bendita e difícil mudança também não é novidade. Já publicamos o testemunho de muitos ex-homossexuais, como os de Jeff Painter, Simon Dijkstra, Carlos Henrique Bertilac da Silva, Mike Hawkins e Paulo Roberto Parreira Figueira. A revista Istoé (15 de outubro de 1997) contou a história da conversão de três ex-homossexuais que chegaram a se prostituir como travestis: Antonio Chagas (ex-Taiane), João Carlos Xavier (ex-Carla) e Márcio Ribeiro (ex-Bianca). E a Folha de São Paulo (12 de fevereiro de 1998) publicou uma entrevista com o jornalista João Luiz Santolin, ex-gay, fundador e diretor do Movimento pela Sexualidade Sadia (MOSES), o mesmo que é mencionado pela revista Veja junto com a notícia sobre a pesquisa do Sr. Spitzer ( ,p. ) Duas outras correções são necessárias. Os ativistas gays dizem que 10% da população, não importa a latitude, pertence ao terceiro sexo. Na verdade a porcentagem é muito menor: a homossexualidade é uma característica de apenas 4% dos homens e de 2% das mulheres, de acordo com a pesquisa coordenada pela psiquiatra Carmita Abdo, do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas, de São Paulo (Veja, 21 de março de 2001, p. 120). A segunda correção diz respeito ao assassinato de 256 homossexuais brasileiros nos últimos dois anos, segundo o levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia. Na verdade, porém, apenas 58 pessoas (23% do total) foram mortas por intolerância ou ódio dos agressores contra gays, como mostra a revista Veja (9 de maio de 2001, p. 32), depois de acurada investigação das mesmas fontes usadas pelos baianos. Mais uma notícia: depois de longo debate, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) decidiu não ordenar homossexuais praticantes ao ministério eclesiástico. A decisão foi tomada no final de abril em Porto Alegre. Em 1994, um grupo de homossexuais estava tentando descobrir um símbolo para o movimento gay quando, de repente, a publicitária lésbica Camila Rabelo, que hoje vive em São Francisco, nos EUA, escreveu as iniciais GLS (gays, lésvicas e simpatizantes). Foi aí que nasceu a marca que abriga, ao mesmo tempo, os homossexuais assumidos (gays e lésbicas), os homossexuais não assumidos e os heterossexuais que admiram o estilo de vida gay. A rigor os cristãos não podem ser nem gays nem lésbicas nem simpatizantes. E muito menos homófobos, como os nazistas que prenderam 100 mil homossexuais entre 1933 e 1945, matando a metade deles em câmaras de gás. Se não há lugar para nós na sigla GLS, nada impede que sejamos amigos deles e os tratemos com respeito e com amor, aquele amor que se preocupa também com a salvação da alma. Jesus não era glutão nem bebedor de vinho, mas era "amigo de publicanos e pecadores" (Mt 11.19). |