Aberração
Extraído da revista ULTIMATO de junho de 1986
Aberração
"Até as suas mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outros contrário à natureza; semelhantemente os homens também deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição de seu erro."(Paulo aos Romanos 1:26-27, no início do primeiro século).
Por onde se introduz a comida para dentro do corpo: é pelo nariz ou pela boca? Por onde se introduzem as imagens para dentro do corpo: é pela boca ou é pelos olhos? Por onde se introduz o perfume para dentro do corpo: é pelo ouvido ou pelo nariz? Por onde se introduz o esperma para que se realize o ato de amor e se perpetue a espécie humana: é pela boca (sexo oral)? É pelo ânus (sexo anal)? É pela vagina (sexo natural)?
São perguntas muito simples, com uma só resposta. Mas a respeito desta última, tem se feito um enorme e desnecessário cavalo de batalha, comprometendo a reputação de psicólogos, sociólogos, antropólogos, médicos e de alguns poucos religiosos.
O homossexualismo não é um caso isolado. Muito menos uma questão recente. Antes da legislação mosaica sobre o assunto – "com homem não te deitarás, como se fosse mulher: é abominação" ( Lv 18:22) - , já se verificara uma estrondosa explosão coletiva de contatos sexuais anormais em Sodoma e Gomorra (Gn19). Apesar de ser um problema moral basicamente simples, ele se tornou de fato muito complexo nos dias atuais. A complicação deriva do afastamento do conceito bíblico sobre o assunto e da tentativa de explicar e justificar o fenômeno de acordo com a fraqueza humana.
Apesar de tudo, a palavra do apóstolo Paulo ainda é atual e até cientifica. O homossexualismo é o abandono do modo natural por outro contrário à natureza. Não é à toa que o médico Carlos Alberto Morais de Sá, professor titular da UniRio, lembra que "Biologicamente a mulher foi preparada para receber o esperma. O homem não". E, porque há homens recebendo o esperma o mundo inteiro está sob a ameaça de uma epidemia de AIDS – "e isso numa época em que se imaginava não haver mais epidemia ou pelo menos poder se controlá-las" (A Peste e a Culpa em Veja 14/08/85, pág 68). Mas o problema não é só este: há ainda contatos sexuais contrários à natureza numa relação heterossexual e até dentro do casamento. O sexo anal explica o médico britânico John Seale, "implica rompimento dos vasos microscópicos por onde se imiscui o vírus". Os médicos concordam que "o relacionamento heterossexual tradicional é potencialmente menos perigoso porque a mucosa vaginal é mais resistente à fricção e possui uma camada de células naturalmente protegida contra agressão de vírus".
O problema do homossexualismo deixou de ser assunto só de religião. Os médicos como que pedem desculpas por entrar nesta área, alegando sempre, como o americano Walter Dowdle, que "não se trata de moralismo, pois a questão é biológica". É por isso que o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eugênio de Araújo Sales, explica a epidemia da AIDS como o revide da natureza violentada, "Dado o voluntário esquecimento da verdade ou insubordinação às orientações da Fé e mesmo da sã razão".
A situação é tal que o médico paulista Ricardo Veronesi afirmou: "o direito do homossexual, em termos de saúde pública, vai até o ponto de não interferir no direito da comunidade".
E em termos de religião?
Extraído da Revista Ultimato de junho/1986
do da Revista Ultimato de junho/1986