Parada do Orgulho Gay em São Paulo (2002)
João Luiz Santolin
Parada do Orgulho Gay em São Paulo* (ano 2002)
MOSES mobiliza 170 evangelistas e invade a avenida

“...e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda...(?)” (Jonas 4.11)

“Livra os que estão sendo levados para a morte, e salva os que cambaleiam indo para serem mortos. Se disseres: Não o soubemos, não o perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?” (Provérbios 24.11 e 12)

A cidade de São Paulo abriu mais uma vez as portas para a maior parada gay do país. Nada de novo. Nada de novo, também, em ver a prefeita Marta Suplicy, o deputado José Genoíno e outros políticos animadíssimos dançando e acenando de um enorme carro de som. O discurso era, como de praxe, a favor do homossexualismo, da união civil de homossexuais e contra os homofóbicos. Segundo eles, homofóbicos são os que lutam para guardar os princípios básicos da família formada a partir de um homem e uma mulher e a postura bíblica de que homossexualidade é pecado, os que crêem na promessa bíblica de que homossexuais podem mudar (1 Co 6.9 a 11) etc. Nenhuma novidade em constatar que a parada arrastou bem mais pessoas que nos anos anteriores - também, com FHC levantando a bandeira gay para o Brasil inteiro ver!... Todavia, mais uma vez a mídia exagerou nos números (400 mil) e os organizadores da parada mais ainda (700 mil)!!!

As novidades ficaram por conta do aumento da depravação e ousadia dos militantes: a passeata gigante, que homenageou Cássia Eller, teve mulheres lésbicas tirando a blusa e homens musculosos em trajes sumários segurando as genitálias, apontando para o alto e gritando: “É pra Jesus!...” Segundo alguns irmãos, esse gesto era um protesto à Marcha para Jesus.

Mas as outras e melhores boas novas ficaram por conta do número de voluntários e pastores de diversas igrejas e missões de São Paulo que juntaram-se ao MOSES nessa obra (no ano passado tínhamos cerca de 40 pessoas e, este ano, 170) e do número de folhetos distribuídos (no ano passado 10 mil e, este ano, 70 mil). Mas, a melhor de todas as novas, é o número de pessoas que receberam nossos folhetos na parada gay de São Paulo e estão nos escrevendo pedindo o livro Conheça Jesus, de Norbert Lieth. E a outra grande novidade é que esse ano o MOSES conseguiu o apoio da JOCUM e de vários outros grupos e igrejas para evangelizar as outras cidades onde a parada gay foi ou está sendo realizada: São Paulo, Curitiba, Bahia, Porto Alegre, Rio de Janeiro etc.

Apesar do misto de perplexidade e indignação que enche o coração de todos os que evangelizam na parada gay, duas coisas têm que ficar bem claras: precisamos buscar muito mais santidade em Deus para enfrentar o desafio que é esse tipo de evangelismo e, não menos importante, pedir que Deus encha o nosso coração de compaixão por aqueles que caminham cegos para o abismo. Que Ele nos ajude!

*João Luiz Santolin (Coord. de MOSES)
*João Luiz Santolin (Coord. de MOSES)