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Homossexualismo na versão do Rabino Henry Sobel
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Extraído da revista ULTIMATO
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| Homossexualismo na versão do Rabino Henry
Sobel A proibição bíblica contra o ato homossexual — “com homem não te deitarás, como se fosse mulher: é abominação” (Lv 18.22) — mantém-se intacta. O que mudou no decorrer dos tempos é que não se aplica mais o castigo de morte por apedrejamento. Por que a Torá proíbe categoricamente as relações homossexuais? Primeiro por elas serem antinaturais, contrariando a própria anatomia dos sexos, visivelmente concebida para as relações heterossexuais. Além disso, o ato homossexual obviamente não leva à procriação, que é uma das principais funções — embora não a única — da sexualidade humana. Mais ainda, a homossexualidade é uma ameaça à instituição da família, que constitui um dos principais alicerces da continuidade judaica. É importante, entretanto, fazer uma nítida distinção entre o ato homossexual e o homossexual como ser humano. Sem entrar na polêmica de o ato ser ou não ser uma “perversão”, uma “disfunção” ou uma “anomalia”, acreditamos que o indivíduo tem de ser aceito pela sociedade, independentemente de suas tendências sexuais serem aprovadas ou condenadas. Aceitar não equivale a justificar ou incentivar. O que se pretende é integrar o homossexual na comunidade e não aliená-lo. O dever da religião em geral, e do judaísmo em particular, é estender a mão àqueles que se sentem marginalizados, manter a lei e, ao mesmo tempo, mostrar compaixão. O rabino Henry I. Sobel é presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista. Extraído da revista ULTIMATO nº 254 com permissão. |